Em cima de uma moto 110cc, Flávio Knup percorreu 50.828Km, de Teresópolis (RJ), até o Alaska. Confira os detalhes da viagem.
O aventureiro Flávio Knup desabou em Fortaleza: “Estou em contagem regressiva, a aventura Alaska 2007, depois de sete meses, está na reta final”. Em cima de uma moto de baixa cilindrada, a Traxx Sky 110cc, ele foi do Rio de Janeiro ao continente gelado e agora está fazendo o caminho de volta.
A história começou no dia primeiro de maio, 2007, e chegará ao final neste mês, dia 16 , ao chegar em Teresópolis, Rio de Janeiro, sua terra natal. Toda sua trajetória está sendo acompanhada via internet (WWW.aventuraemduasrodas.com.br) . Ao todo serão 50.824Km concluídos, tendo percorrido 14 países e atravessado três continentes.
De acordo com ele, o objetivo da exposição é provar que qualquer piloto pode fazer uma aventura de longo percurso através de uma moto de baixa cilindrada. Flávio pretende enviar todo o registro da viagem com uma motocicleta de baixa cilindrada para o Guiness Book e escrever o melhor de sua viagem em um livro, que deverá ser lançado neste ano.
Momentos difíceis, claro, ele avisa que houveram. A solidão foi uma das piores. “Chegava a andar quatro sem ter contato humano”, frisa. No campo geográfico, Flávio lembra que sofreu muito na Bolívia devido a cinco mil metros de altitude. “É difícil porque a moto perde força e o nosso organismos muda totalmente”, salienta.
Entretanto, Flávio conta que apesar de ter se deparado com a pobreza em plagas bolivianas, via a solidariedade de perto, ao ser amparado por humildes pessoas que nem conhecia, repartindo sua casa e seu alimento. “Quando precisei de ajuda sempre havia um boliviano com um prato de comida ou algum remédio para me dar”, recorda, emocionado.
Ele avalia que o contato com novas civilizações serviram-lhe como amadurecimento pessoal. “Isso mexeu muito comigo. Engraçado qu lá fora é que a gente aprende a dar valor ao nosso País, o que a gente tem de bonito aqui”, ressalta.
Ao chegar o cansaço, Flávio argumenta que buscava o camping como estratégia. Às vezes confessa tinha com alternativa hotéis baratos, mas esporadicamente os utilizava-os. O que usufruía, na maioria das vezes, segundo ele, eram as corporações do Corpo de Bombeiros de cada região.
No trajeto, ao entrar nos EUA, o aventureiro lembra que ficou impressionado pelo espírito amigável do norte-americano, diferente do que se propaga pelo mundo. “ Acho que o povo ianque quando admira uma coragem de qualquer pessoa, independente da origem, ajuda e encoraja. É incrível!”.
Em termos de idioma, Flávio ressalta que a barreira linguística não chegou a ser empecilho. “No espanhol, usava o portunhol. É comum entre a gente. No inglês, como eu sei o básico, dava para me comunicar sem nenhum problema”, frisa.
No quesito paisagem, Flávio declarou que jamais sairá da mente a paisagem natural de Canadá; a neve,,o verde das florestas, as montanhas, “os lagos que só se vê em cartões postais”, recorda.
O piloto não quis revelar qual será seu próximo destino a ser explorado nos veículos de duas rodas, neste ano. Na verdade Flávio pediu segredo para não atrapalhar seus escritos sobre expedição.
Flávio lembra que nada apagará a emoção de ver pela primeira vez a placa tão sonhada “Bem-Vindo ao Alaska”. “Tive que chorar mais uma vez. Que luta foi chegar até aqui, mais valeu todo sacrifício dos 4.900 metros de altitude da Bolívia, a Febre de quatro dias ao entrar no Peru, os cinco dias do Caribe, ficando totalmente assado, os dois dias preso no Panamá por falta de documentos para transitar, e vários outros imprevistos que no final só me fortaleceram”, finaliza o viajante.
Fonte: Dário do Nordeste
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