GERAL

Moto Traxx quer 10% do mercado

Agência AutoInforme - A Honda dominava o mercado de
motos quando disputava os consumidores basicamente com a
Yamaha, no final da década de 1990, tinha 92% das vendas. Em
2000 começaram a as importações e as novas marcas passaram
a disputar nichos de mercado. Hoje a Honda tem 72,4% e a
Yamaha 12,5%, restando apenas 15,1% para as outras 27
marcas, com destaque para Suzuki (6,95%) e Sundown
(5,20%).

Com o estímulo à produção na Zona Franca de Manaus o ano
2000 iniciou com dez montadoras instaladas no País. Além disso,
a variação do dólar impedia um crescimento de motos
importadas, mas quando a moeda estadunidense começou a
desvalorizar, as importadas também ganharam espaço. Hoje o
Brasil tem - entre importadas e montadas aqui - 29 marcas e a
Honda .

Rogério Scialo, diretor de vendas e marketing da Moto Traxx,
alerta para a diferença entre as empresas importadoras, que
estão aproveitando a vantagem cambial para trazer produtos do
exterior, com as empresas que se instalaram em Manaus para a
montagem de motos com tecnologia chinesa, como é o caso da
Traxx.

Se o dólar voltar a se valorizar - acha Rogério - as importadoras
vão parar de trazer as motos, porque ficará inviável. Quem está
fabricando aqui, ao contrário, tem maior compromisso junto co
consumidor.

Independentemente do humor do dólar, o Brasil é um país onde
todos estão de olho e o mercado tem ainda muito ainda a
crescer. Com a situação econômica estável, os financiamentos
são longos e as parcelas baixas, o que estimula o sujeito que
hoje anda de ônibus a comprar uma moto. Por isso as marcas
novas estão animadas com o crescimento do mercado.
A Dafra, também de origem chinesa, recentemente inaugurou
sua fábrica em Manaus e anunciou que quer 10% do mercado
até 2012. Pode ser um objetivo ousado, mas os seus diretores
acreditam que é possível.

Na Traxx o discurso é o mesmo, Rogério Scialo também quer
conquistar 10% do mercado. Se eles estiverem certos a Honda
vai perder muito em participação nos próximos anos.
No setor de automóveis só quatro marcas dominavam o
mercado; hoje a líder (Fiat) tem apenas 22% e a maioria das
marcas novas estão conquistando o seu espaço. Por que isso não
pode acontecer com o mercado de motos?, compara Rogério.

Outro problema que a Traxx - e as demais marcas com
tecnologia chinesa - pode enfrentar é o preconceito quanto à
origem do veículo, mas Rogério Scialo volta a fazer a
comparação com os carros e lembra que quando a Fiat começou
a vender no Brasil havia muito preconceito. Ninguém queria um
carro da marca e hoje é a líder do mercado. O brasileiro tem
preconceito com as marcas chinesas, mas isso vai acabar quando
as pessoas começarem a conhecer melhor as motos. Sabemos
que as motos chinesas têm qualidade e vão agradar os
consumidores.

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