A Traxx está com planos de expansão bastante otimistas para este ano. Neste semestre deve abrir mais 25 concessionárias, investindo no segmento de motos populares
O novo diretor comercial da marca, Rogério Scialo, 46 anos, será o responsável pela área comercial, marketing, pós-venda e novos negócios. Sua missão será a de incrementar a participação da empresa num mercado que cresceu cerca de 30% em 2007, mas é praticamente 85% concentrado nas mãos de uma única montadora, a Honda. Ex-executivo da Sundown, Rogério esteve em Fortaleza, quando concedeu a seguinte entrevista ao Diário do Nordeste.
Como foi a participação da Traxx no mercado brasileiro ano passado? E no Nordeste? E no Ceará?
O resultado foi muito bom, mas precisamos levar em consideração que ainda não tínhamos fábrica no Brasil. O Nordeste é um mercado muito importante de motocicletas e a Traxx, por ter sua sede no Ceará, sempre investiu neste mercado.
Quais os planos de expansão este ano? Quantas concessionárias atualmente? E quantas irão abrir neste semestre?
Este é um ano de consolidação da marca. Temos planos de aumento de mix e oferta de produtos. Vamos terminar o ano com 150 Concessionárias e esperamos abrir 25 neste semestre. Estamos atrás de qualidade de serviços, queremos nossos parceiros com uma ótima rentabilidade.
Que modelos são os mais vendidos da marca?
Hoje são a Star e Fly, mas a Joto vai surpreender o mercado no mês que vem, ela vai superar nossas expectativas.
Qual o diferencial da marca frente as concorrentes?
A Traxx é a própria fabricante, somos uma marca de uma das maiores fábricas do mundo de motocicleta, a Jialing. Faz 30 anos que uma fábrica não entrava diretamente no Brasil, isto dará muita segurança para o consumidor, investidor na marca e o mercado. Sendo a própria fábrica não teremos problemas de pós-vendas que normalmente acomete alguns distribuidores de motos. É muito melhor você se relacionar com o fabricante direto do que com um intermediário, não tem riscos.
Qual é a capacidade instalada da nova fábrica?
Inaugurada no dia 31 de dezembro a Moto Traxx da Amazônia Ltda está situada na Rodovia Torquato Tapajós (Km 11), em Manaus (AM). Com um investimento inicial de US$ 10 milhões, com área total de 50 mil metros quadrados, galpão de 6 mil metros quadrados e a geração de 200 empregos diretos, a capacidade total de produção será de 100 mil motos–ano. A fábrica tem expectativa de produzir 24 mil unidades já no primeiro ano e prepara um plano de investimento de mais US$ 15 milhões.
A marca vai apostar em motos populares ou investir também em outras motorizações?
85% do mercado brasileiro são motos entre 100cc e 150cc, vamos ter uma importante participação neste segmento, mas vamos inovar, existem oportunidades que percebemos o seu potencial, já pedimos novas alternativas e elas virão no seu tempo e momento certos.
Como avalia o mercado de duas rodas atualmente e as perspectivas para este ano?
Ele vai continuar crescendo 25% ao ano, mas o perfil de quem realmente vai fazer um trabalho de longo prazo, poderemos observar já no início de 2009. A Traxx detém tecnologia. Isto é um enorme diferencial em relação a maioria que está no mercado hoje. Neste ano o mercado vai se comportar parecido com 2007, só que com mais marcas. Chegaremos em 2012 muito próximos ou empatados com o emplacamento de automóveis.
Qual o motivo que levou você até a Traxx ?
Estou orientado pelo meu projeto de carreira. Este era o momento de avançar internacionalmente. A Traxx, que é uma multinacional, é um grande desafio e uma grande oportunidade neste cenário global. Aonde eu estava meu ciclo já havia acabado, precisava de algo muito mais abrangente.
Fonte: Diário do Nordeste
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