GERAL

Pólo de duas rodas vai fazer investimento de US$ 120 mi

Economia

Juçara Menezes

O pólo de duas rodas fará investimentos superiores a US$ 120 milhões, somente este ano, devido às injeções de recursos da Moto Honda da Amazônia e da Yamaha Motor da Amazônia, além da instalação da Traxx Brasil, fabricante chinesa de motocicletas populares, e da possível vinda de outra indústria do segmento, atualmente com representação em Manaus.
A informação foi cedida pelo presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Maurício Loureiro, ao informar que a Traxx Brasil, empresa do grupo China Jialingl, está com o processo de instalação em trâmite, enquanto a outra fabricante de motocicletas ainda não está confirmada.
O representante industrial afirmou que outros investimentos no Pólo Industrial de Manaus dependerão do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e da Medida Provisória 352, cuja resolução dá ao PIM a produção do set-top box -decodificador da TV digital.
Questionado de que forma o PAC pode influenciar o pólo de Manaus, Loureiro não estima situação negativa, apenas obstáculos – ‘mas nada que nos faça travar ou parar’. Para o dirigente, o programa ainda é uma incógnita, pois dependerá das emendas que foram feitas às diversas medidas provisórias publicadas pelo governo federal.

Loureiro teme que país fique refém
Segundo o executivo, atualmente não existe TV digital. “Isto, é uma forma de falácia criada pelos burocratas de Brasília para iludir o pessoal do governo”, destacou Maurício Loureiro. “O que existirá, e eu estou pagando para ver se acontecerá, é a transmissão do sistema digital. Na minha opinião, foi a maior ‘furada’ do ministro das Comunicações, Hélio Costa”, acrescentou.
O representante industrial continuou. “Hélio Costa ‘forçou’ a barra para escolher o sistema japonês e o fez pensando que o sistema estava totalmente implantado naquele país. Com isto, haveríamos de avançar rapidamente. Quero crer que o Brasil ficará refém deste sistema e muitos dólares ainda terão que ser gastos pelo governo brasileiro para que o sistema funcione verdadeiramente”, criticou Loureiro.
Caso o pólo industrial não consiga reverter a atual situação e não ficar com a TV digital nem o set-top box, o executivo acredita no esvaziamento gradativo das fábricas de Manaus, onde somente ficarão as empresas cujos segmentos não serão afetadas pela mudança política.
De acordo com Maurício Loureiro, o assunto é um engodo dos Estados para com o governo federal. “Ninguém fabricará no Brasil semicondutores, ou mesmo produzirão televisores com a tecnologia e a cadeia produtiva existente hoje no pólo de Manaus”, destacou.

Expectativa do PIM é faturar 10% em 2007
Como os investimentos vêm ocorrendo naturalmente, em especial no pólo de duas rodas, no segmento de motocicletas, as expectativas de Maurício Loureiro são de superar o faturamento do ano de 2006 em, no mínimo, 10%, ou cerca de US$ 25 bilhões.
Em relação às metas para 2007, o presidente do Cieam acredita que os empregos poderão crescer em aproximadamente 12%. Segundo ele, a indústria não é mais geradora de grandes volumes de empregos, fato que ocorre não somente no PIM ou no Brasil, mas em escala mundial.

APOIAR ASSOCIADOS
As atividades do Cieam são de apoio aos segmentos de associados que tenham ou encontrem eventuais dificuldades em operar os seus negócios, além das parcerias que realiza com os governos e os parlamentares que atuam na região, assessorando-os com o maior profissionalismo possível.
“O grande empurrão que o Centro da Indústria pode dar é ter pessoas capacitadas a contribuir em questões estratégicas para o Estado do Amazonas, diferentemente de outros que apenas fazem marketing e nada agregam profissionalmente falando”, advertiu Maurício Loureiro

Fonte:Jornal do Commércio - Manaus Notícias - TV Digital

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