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Traxx Sky JL 110-8 - Feita para o trânsito do dia-a-dia

O brasileiro Flávio Kenup saiu de Teresópolis (RJ) no dia 1º deste mês numa viagem de moto rumo ao Alasca. A escolhida foi a chinesa TraxxSkyJL110-8. Avaliamos o modelo para saber que tipo de dificuldade o aventureiro poderá enfrentar até dezembro, quando deverá voltar ao País.

A Sky tem motor de 109cm³ - gera 7,07 cavalos de potência -, freio a disco na roda dianteira e marcadores de marcha engatada e combustível. Além disso há partida elétrica, rodas de liga leve, alerta luminoso para celular tocando e três opções de cor: prata, preta e vermelha. Com esse pacote é oferecida a R$ 4.398,00. Ela também pode ser adquirida por meio do consórcio Nacional Traxx em até 60 parcelas de R$ 98,33.

Sob o banco há dois ganchos para prender capacetes, mas falta um bom porta-objeto (que Honda Biz e outras concorrentes do segmento têm). Os espaços disponíveis mal levam um par de luvas e a trava de segurança.

A principal aptidão dessa Traxx está no uso cotidiano, já que entrega força em baixas rotações. Por isso, arranca bem nos semáforos e acompanha com tranqüilidade o ritmo dos carros.

O consumo de gasolina obtido pelo JC foi aceitável: 35,1km/L em uso misto (cidade/estrada). Mas marcas próximas a 40km/L são comuns em modelos rivais.

Se o motociclista precisar rodar em velocidade alta, terá dificuldade para chegar aos 100km/h. E pouco abaixo disso a carenagem plástica, que é divida em várias partes, gera alto nível de ruído.

O câmbio semi-automático de quatro marchas, com engates duros, compromete a dirigibilidade. É preciso tirar a mão do acelerador para baixar bem as rotações e engatar a marcha seguinte.

Outro ponto negativo está no cavalete. Como motoneta tem 13 cm de vão livre do solo, o componente acaba raspando nas lombadas quando há garupa.

Os freios são bons. O dianteiro usa disco ventilado e acionamento hidráulico. Já o traseiro é a tambor, mas também eficiente. O farol da Traxx, com duplo refletor, tem facho de luz bem definido.

O bagageiro é muito grande e o velocímetro exagera nos 160 km/h. Há também um aplique imitando madeira que combina com a moto. E o protetor de corrente integral não é bem aceito no País.


Rumo ao Alasca
A Sky de Kenup recebeu localizador por satélite (GPS), baú para equipamentos e dois tanques extras de gasolina.

Ele já passou pela Bolívia e está no Peru. Chegará ao Alasca entre julho e agosto. Flávio rodará mais de 50 mil km. É possível acompanhar a viagem pelo site www.aventuraemduasrodas.com.br.






Fonte: Jornal da Tarde - Publicado em: 26/05/07

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