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Motociclistas profissionais de Natal (RN) pedem reconhecimento de direitos

Não há estatísticas concretas de quantas pessoas no Rio Grande do Norte atuam na profissão, mas de acordo com o Sindicato dos Motoentregadores do Estado, só em Natal são uma média de dois mil motociclistas. A exposição permanente ao sol e à chuva, a violência e a pressa no trânsito para dar conta dos pedidos e a falta de reconhecimento dos direitos por parte dos empregadores engrossam a lista de dificuldades enfrentadas no dia-a-dia em cima da moto. “Antes de regulamentar a profissão, o sindicato não tinha força, a lei fortaleceu”, comemora Barreto.

Hoje Natal tem 548 motoboys sindicalizados, e um cadastro realizado atualmente já agregou mais de 100 novos filiados. “São pessoas que não contribuíam e agora fazem questão, depois que assinamos a convenção coletiva de trabalho, de 2009. O documento garantiu à categoria um salário diferenciado de R$540 e outros benefícios.

Porém, José Barreto relata que há um longo caminho de conquistas a ser percorrido: assinar a carteira de trabalho e pagar o aluguel das motos, gasolina e tickets alimentação são problemas comuns. “As empresas não querem reconhecer o Sindicato, é uma grande dificuldade porque os trabalhadores se filiam, levamos a cópia da ficha para a empresa descontar a mensalidade e eles dizem que não. O maior trabalho é esse, colocar na Justiça, empresa por empresa”, comenta.

Na opinião de José Barreto, toda a sociedade é responsável pelo bom andamento da profissão. “O cliente que pede a pizza ou o medicamento, quem atende o celular sem atenção no trânsito e os próprios motoboys que não querem fazer o curso de capacitação ou não percebem o “ponto cego” do motorista”, diz.




FONTE: Redação Revista Mundo Moto
 

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