Capacete

É o mais importante de todos os equipamentos indicados para a segurança do motociclista e passageiros. Além de ser exigido por Lei, sujeito à multa em caso de infração, o uso de capacete de segurança pelo condutor e passageiro de motocicletas, motonetas, ciclomotores, triciclos e quadriciclos motorizados pode salvar a vida do piloto, do carona e reduzir os danos e as lesões causadas pela maioria dos acidentes de motos. A principal função do capacete éproteger a calota craniana dos ocupantes do veículo, mas também proteger os olhos e promover o conforto contra manifestações climáticas como o frio, vento e chuva.

O capacete correto

Para se proteger de acidentes e de multas não é qualquer capacete que atende as exigências da lei e que na prática  garantam a segurança dos usuários.  Caso o capacete não atenda essas padronizações, a multa no caso de infração é de 127,69 reais, mais cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e apreensão do veículo para regularização. No Brasil o uso do capacete é obrigatório e o disposto no inciso I dos artigos 54 e 55 e os incisos I e II do artigo 244 do Código de Transito Brasileiro, disposto na Resolução 203 de 29 de Setembro de 2006 determina que é obrigatório, para circular nas vias públicas, o uso de capacete pelo condutor e passageiro de motocicleta, motoneta, ciclomotor, triciclo motorizado e quadriciclo motorizado. Tem de estar devidamente afixado à cabeça pelo conjunto formado pela cinta jugular e engate, por debaixo do maxilar inferior e estar certificado por organismo acreditado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO, de acordo com o regulamento de avaliação de conformidade, por ele aprovado. Para fiscalização do cumprimento desta Resolução, as autoridades de trânsito ou seus agentes devem observar a posição, nas partes traseiras e laterais do capacete de dispositivo refletivo de segurança (fita reflexiva) e do selo de identificação de certificação regulamentado pelo INMETRO, ou a existência de etiqueta interna, comprovando a certificação do produto nos termos do § 2º do artigo 1º e do Anexo da Resolução. O condutor e o passageiro de motocicleta, motoneta, ciclomotor, triciclo motorizado e quadriciclo motorizado, para circular na via pública, deverão utilizar capacete com viseira, ou na ausência desta, óculos de proteção. Entende-se por óculos de proteção, aqueles que permitem ao usuário a utilização simultânea de óculos corretivos ou de sol. É proibido o uso de óculos de sol, óculos corretivos ou de segurança do trabalho (EPI), em substituição aos óculos de proteção de que trata esta Resolução. Quando o veículo (moto, triciclo ou quadriciclo) estiver em circulação, a viseira ou óculos de proteção deverão estar posicionados de forma a dar proteção total aos olhos. À noite é obrigatório o uso de viseira no padrão cristal (supertransparente). É proibido colocar película na viseira do capacete e nos óculos de proteção. Se você está fora da Resolução, é multa na certa!

Capacetes importados

Outro ponto que gera grande polêmica trata-se dos capacetes importados. Marcas como Shoei, Nolan, AGV, Arai, Bell,BMW, Caberg, Marushin, Nitro, Shark, Suomy mesmo certificados pelo rigoroso sistema de classificação SHARP, que é um programa do Departamento de Segurança dos Transportes do Governo Bitânico (http://sharp.direct.gov.uk/), ainda assim não serão aceitos no Brasil por não terem a certificação e nem o selo do Inmetro. Apesar de todos os capacetes avaliados pelo programa SHARP estarem de acordo com as normas mínimas de segurança jurídica daquele país de nada valem no Brasil.

Dicas para a compra do capacete certo

Vista-o e peça para que outra pessoa faça dois testes simples. Antes o vista e o amarre corretamente. Vire a cabeça para os lados, para cima e para baixo. Feito isso peça para que alguém empurre a queixeira em direção ao seu rosto com a ponta dos dedos em um movimento rápido e com força mediana. Se a queixeira tocar a ponta do seu queixo escolha outro, provavelmente este capacete, em um tombo, pode vir a machucar seu maxilar. O segundo teste, também com a ajuda de outra pessoa, é para ter a certeza de que o capacete escolhido não sairá da sua cabeça no caso de um tombo. Pode parecer absurdo, mas um estudo detalhado dos acidentes de motocicleta em toda a Europa mostrou que 12% dos capacetes foram sacados da cabeça durante o curso de impacto. Para saber se ele não sairá da sua cabeça na hora mais importante peça para alguém tentar tirá-lo forçando da parte inferior traseira pra cima. Peça para a pessoa encaixar a ponta dos dedos na parte inferior traseira e tentar com certa força tirá-lo da cabeça. Se ele sacar ou sair parcialmente escolha outro modelo. O correto será sempre subir um pouco e retornar a posição original. Usando um capacete que caiba corretamente na sua cabeça você aumentará drasticamente as chances de sobreviver a um acidente. Confira abaixo os modelos de capacetes certificados Inmetro, descritos abaixo nos desenhos legendados de 01 a 07:

Cuidados com o capacete

Evite limpá-lo com solventes orgânicos como gasolina, benzina ou thinner. Se isto acontecer, a estrutura do capacete será afetada, prejudicando seu desempenho e diminuindo a proteção oferecida. É recomendável inspecionar o capacete antes de usá-lo. Verifique se as peças estão fixadas corretamente. 3. Tenha cuidado com o capacete e o manuseio cuidadosamente. Não jogue-o nem o deixe ficar pendurado no espelho do retrovisor, pois isso poderá danificá-lo. Também evite deixá-lo esquecido dentro do carro, onde a temperatura pode superar os 50º C. Cuidado Não deixe o capacete no interior de veículos fechados, sob a incidência direta do sol ou próximo a aquecedores. Não seque o capacete com secadores de cabelo etc. Se o capacete for exposto a temperaturas superiores a 50ºC, poderá ficar deformado e seu material deteriorado. Se isto acontecer, a proteção necessária não será obtida.

Quando trocar o capacete?

Depois de um tempo seu capacete não vai servir para nada mais a não ser decorar sua estante de lembranças. Lavá-lo e guardá-lo pode ser uma boa se você quer manter no roll das lembranças de quantos lugares bacanas vocês foram juntos. Todo capacete tem uma história. Compre um novo capacete quando o que você usava sofreu impactos relativos a um acidente ou se ele caiu de uma grande altura (mesmo que não tenha sido um acidente). Pancadas fortes ou acidentes onde a carcaça do capacete foi avariada ou até mesmo arranhada seriamente podem conter microfissuras e possivelmente será menos eficiente caso venha a precisar dele novamente. Caiu ou tombou e esta avaria foi no casco, troque o capacete! 4. Um alerta importante e esquecido por muitos motociclistas é o de não dirigir a motocicleta com o capacete fixado em seu suporte. O suporte do capacete deve ser usado somente quando a motocicleta estiver estacionada. Caso contrário, a condução da motocicleta será prejudicada e o capacete danificado. 5. A troca do capacete deve ser feita de 3 em 3 anos de uso contínuo. E nunca utilize capacetes velhos ou reformados. Esse cuidado deve-se ter com a viseira arranhada ou defeituosa que deve ser imediatamente substituída por uma viseira nova e adequada à sua marca.

Dica capacete na chuva

Na chuva o capacete costuma embaçar a viseira. Se vai sair na chuva, existem dois macetes que podem ajudar. Se não tiver uma boa cera, pingue uma gota de óleo (de cozinha ou azeite) e esfregue para espalhar  e retirar o excesso com uma flanela seca e limpa  pelo lado de dentro e realize o mesmo procedimento pelo lado de fora. Vai ajudar a reduzir o embaçamento e manter o excesso de água longe da viseira. Tente nunca levantar a viseira totalmente. Se entrar um esguicho de água direto no seu rosto pode te cegar temporariamente e aí…

Viseiras

A definição de viseiras pelo Inmetro é clara. São óculos que permitem aos usuários a utilização simultânea de óculos corretivos ou de sol, cujo uso é obrigatório para os capacetes que não possuem viseiras. É importante relembrar que é proibida a utilização de óculos de sol, ou de segurança do trabalho (EPI) de forma singular, nas vias públicas em substituição aos óculos de proteção motociclística. A viseira é destinada à proteção dos olhos e das mucosas, e construída em plásticos de engenharia, com ótima transparência, fabricadas nos padrões cristal, fumê light, fumê e metalizadas. Para o uso noturno, somente a viseira cristal é permitida, as demais são para o uso exclusivamente diurno, com a aplicação desta orientação na superfície da viseira, em alto ou baixo relevo, no idioma português (USO EXCLUSIVO DIURNO) e também, se o fabricante desejar, no idioma inglês (DAY TIME USE ONLY). Quando o motociclista estiver transitando nas vias públicas, o capacete deverá estar com a viseira totalmente abaixada, e no caso dos capacetes modulares, além da viseira, a queixeira deverá estar totalmente abaixada e travada.

Outra dica importante é utilizar uma balaclava

Ela não serve apenas para ser usada no frio. A balaclava é boa também para reter parte da sujeira, do suor e do pó de asfalto que entra no seu capacete, além de não destruir o seu cabelo. Existem capacetes que, por dentro, estão cheios de fios de cabelo presos ao forro. A balaclava ajuda a evitar isso também. Essa dica é ainda mais importante para as mulheres que têm cabelo grande ou comprido. Para que os cabelos não fiquem embaralhados por conta do vento e do forro, a balaclava funciona como uma touca de proteção do penteado. Basta enrolar o cabelo e vestir a balaclava e o capacete. Ao tirá-lo, é soltar o cabelo e ele estará lá, perfeito! Para lavar a balaclava é necessário avaliar as seguintes situações: Balaclavas usadas em viagem devem ser lavadas diariamente, por isso leve sempre duas. À noite, no hotel, lave uma e deixe-a secando perto do ar-condicionado. No caso de uso na cidade, lave de três em três dias usando a mesma mistura de sabão com amaciante em um balde só. Se for usar máquina de lavar lembre-se de colocar a balaclava com roupas de mesma cor.

Botas ou sapatos reforçados

Apesar da legislação não prever a obrigatoriedade do uso de botas, nem calçados reforçados para motociclistas, apenas alerta que o calçado não pode comprometer a utilização dos pedais, a boa prática de segurança recomenda que o motociclista esteja devidamente calçado para garantir que os pés estejam firmes e protegidos para a eventual necessidade de se colocar o pé no chão. Outra recomendação é a de optar por um calçado impermeável (calçados impermeáveis são feitos de borracha e muito quentes, além de escorregarem quando o pé sua. Os melhores são os semi-impermeáveis, pois permitem a ventilação e a evaporação do suor. Importante destacar que não existe jaqueta em cordura ou outro tecido que seja 100% impermeável. Apenas o neoprene e a borracha o são. A impermeabilidade será diretamente proporcional a quantidade de chuva. As capas de chuva são as mais adequadas para os dias de chuva. Uma boa jaqueta pode retardar a absorção da água, mas vai depender do volume de chuva e do tempo que o motociclista ficou exposto.) em dias de chuvas e de baixas temperaturas. Não tenha dúvida de que a falta de calçados reforçados pode resultar em sérios ferimentos e lesões, mesmo em acidentes leves.

Jaquetas, calças ou macacões

Quem é motociclista sabe que é em um tombo que um bom equipamento se paga, por essa razão é tão importante usar roupas de proteção para motociclistas de boa qualidade e que sejam capazes de proteger das possíveis situações de risco. Mas como escolher a roupa certa sabendo que existe uma diversidade de opções para todos os tipos e tamanhos de corpo, para todos os bolsos e gostos? Para ter uma excelente proteção opte por roupas feitas com couro, o material mais tradicional na confecção de roupas para motociclista, e o mais indicado para longas viagens ou as roupas feitas de cordura, tecido parecido com Nylon, porém mais resistente e maleável, por isso muito apropriado para o desenvolvimento de roupas e acessórios para uso em motos no dia-a-dia. Além da escolha do material, é importante observar os tipos dos  protetores de ombros, cotovelos e joelhos (formato, material, espessura), o tipo dos fechos dos pulsos, canela, cintura e da gola (zíper, botão, velcro), a qualidade da forração interna (se existe, se é para inverno ou verão, de qual material é feita), se tem bolsos (quantos e a posição deles) e se há forma de unir a calça a jaqueta (e vice-versa) formando assim um macacão. Existem modelos de jaquetas e calças para todos os gostos e bolsos. As jaquetas mais simples podem receber as proteções de forma embutida ou você pode vesti-las por baixo. Uma dica importante para quando for comprar sua jaqueta e ela vier a ser usada por cima da camisa e das proteções, é comprar sempre um número um pouco maior para não prejudicar seus movimentos. Este cuidado não é necessário para quem usa jaquetas ou calças que já vem com proteção embutida. Dentre todos os tipos de tecido o couro ainda é o mais resistente e quanto mais velho, melhor. O tipo de couro que eu mais recomendo é o de caprinos. No Nordeste ele vem de bodes e cabras. São couros mais finos e por incrível que pareça, são bem mais resistentes e flexíveis que os couros de boi e os preços são equivalentes em relação à qualidade. O couro, pela sua resistência, é o tecido usado pelos pilotos de motovelocidade. Portanto, se você deseja proteção e estilo, a um preço suportável e uma durabilidade de décadas, o couro ainda é a melhor opção.

Luvas

Esse talvez seja o segundo acessório de segurança mais importante para o motociclista, pois sempre que se cai de uma moto a primeira tentativa é se proteger com as mãos. Dada a importância não utilize luvas de meio dedo, que de nada adiantaria até para a menor das quedas. Para minimizar o impacto prefira as luvas com rebites de metal, que facilitam o deslize no asfalto. Entretanto a proteção interna para eles deve ser bem resistente, pois ao esquentar devido aos atritos, os rebites provocam queimaduras nas mãos. Luvas precisam ser fechadas de punho longo. Luvas curtas não protegem os punhos numa queda, pois a tendência é o braço da jaqueta subir e deixar a metade do antebraço e do pulso e punho descobertos e, ralar essa parte é muito comum para quem usa luvas tanto com dedos de fora, como as de punho curto. Existem dois tipos de tecidos que são resistentes e confortáveis para luvas – a Cordura e o couro. A escolha é sua. Para que a sua luva dure bastante é sempre muito importante colocar um pouco de talco antes de usá-la. O talco utilizado para os pés serve perfeitamente e ajuda a matar boa parte das bactérias que deixam as luvas com cheirinho de chulé. As botas devem ser em couro. Não se aventure a pilotar ou viajar de tênis, meia bota, sapatos com cadarços, chinelas ou sapatos desses que dispensam cadarços tipo mocassim. Em um tombo eles sacam do pé e quando você sua o pé eles podem facilmente sacar tirando a firmeza e o equilíbrio em uma parada. Já vi muito mocassim derrubar piloto quando estava parando a moto. O pé escorregou dentro do sapato e ai… chão!

Botas

Botas para custom devem se assemelhar as usadas por cowboys. Bico mais fino e um salto ajuda a descansar o pé no estribo. O uso de plataformas, em vez de estribos, tira a possibilidade de elevar-se do banco da moto, pois não tem onde travar o pé e acabam gerando risco de acidentes bobos exatamente por ‘perder o pé’ e com ele o equilíbrio. Piloto deve usar estribo. Plataforma apenas se o ângulo da perna em relação à moto for de no máximo 75 graus. Pernas inclinadas para frente precisam de apoio de estribos e nunca de plataformas. Para a garupa as plataformas são adequadas. Prefira botas com zíper ou com fechamento em velcro. Se possível escolha uma que ofereça as duas possibilidades.

Caneleiras

Prefira caneleiras específicas para motociclismo. Esse equipamento faz grande diferença podendo até evitar a invalidez do motociclista, em acidentes muitos graves, pois os pontos comumente atingidos quando um motociclista se acidenta são as pernas e, em especial, as canelas.

Joelheiras

Em qualquer ocasião, o uso de joelheiras protege contra raladuras ou fraturas nos joelhos. No caso de um tombo, o piloto sairá rolando sem ferir os joelhos como também rasgar as calças. Prefira as joelheiras articuladas próprias para Motociclistas e que protegem a canela, o joelho e parte do fêmur.

Cotoveleiras

São essenciais para complementar a proteção do piloto e prevenir raladuras ou fraturas em caso de quedas e tombos.

Meias

As mais indicadas são as impermeáveis, principalmente se o calçado usado não tiver essa característica. Meias impermeáveis criam um problema de elevação da temperatura do pé chegando a inchá-lo. Quando molhadas começam a escorregar dentro da bota. Melhor usar meiões que vão até os joelhos ou meias que fiquem por fora da bota. A dica é – meia do mesmo tamanho ou pouco maior que o cano da bota. Calça sempre por fora da bota, a não ser que esteja praticando off Road. Em caso de chuva o alagamento da bota reduz bastante. As proteções sempre estão por baixo da roupa ou estão embutidas na própria jaqueta. Um kit básico que seria composto por luvas, jaqueta com proteção embutida, uma calça também com proteção e uma boa bota pode ser adquirido em média por uns mil reais (preço médio de 01/10/2010). Se você comprar as proteções à parte (cotoveleiras e caneleiras não embutidas) pode sair mais barato – e custam em média 120 reais.. Se a sua opção foi por um macacão de couro o preço mínimo não sai por menos de R$ 1.700,00 reais sem as botas e sem as luvas. Normalmente esses equipamentos se não avariados por tombo sério e se você não engordar muito duram uns quatro anos.

Protetor de coluna com Cinta Abdominal

Esse item tem como missão proteger a coluna, na altura abdominal, contra os impactos, estradas irregulares principalmente as utilizadas para trilhas. Alguns motociclistas gostam de usá-la também para viagens por diminuir o cansaço. A cinta abdominal é uma proteção para os órgãos internos em caso de acidentes graves. Já a proteção de coluna é essencial para proteger as vértebras de articulação, pois garante a segurança e o conforto do motociclista no dia-a-dia como também para viagens a prática de competições. É importante prestar a atenção quanto a medida correta para cada pessoa.